exposições

2009

14.04 a 14.05 - Exposição "No devaneio nenhuma linha é inerte" Malu Saddi
Exposição induvidual da artista plástica Malu Saddi

   

 

 

 

 

 

 

 


Dia 08 de abril, segunda quarta-feira de abril, a  Galeria Eduardo H Fernandes abre a exposição de sua mais nova artista: MALU SADDI. “NO DEVANEIO NENHUMA LINHA É INERTE” apresenta quatro fotos e cinco desenhos.
A visitação ao público vai até dia 5 de maio, de terça a sexta, das 11 às 18 horas; sábados, das 11 às 16 horas.

NO DEVANEIO NENHUMA LINHA É INERTE é o título da primeira exposição individual da artista Malu Saddi na Galeria Eduardo H Fernandes.
A obra da artista Malu Saddi apresenta um mundo fantástico que relaciona organismos extraídos e reinventados dos reinos animal, vegetal e mineral. Coexistem no mesmo espaço; flores e músculos, folhas e penas, ossos e pedras, espinhos e sangue.
A mão firme segura lápis e caneta para o desenho de traço fino e delicado criar estruturas minuciosas, que avançam lentas sobre o espaço do papel. Expressa um desejo de continuidade, como se o trabalho não terminasse; fosse circular. Já nas fotografias relaciona sua própria mão com outros organismos da natureza.
Na obra da artista tudo torna-se natureza. Desenvolve uma espécie de sistema, um inventário próprio constituído de alquimia e ritual. Cria relações de aproximação e contato entre seres distintos, para deixar marcas, contaminar e potencializar as partes.
Para ela não existe soberania na natureza - “Eu me relaciono com os objetos porque eles me rodeiam, a pedra, a flor, a pena... Eu os vejo como organismos vivos, da mesma maneira como sou um... Penso o corpo como um espaço de possibilidades que permite a manifestação da fantasia. E meu trabalho é resultado desta relação do meu corpo e mente com estes organismos. Busco uma relação de sutileza que não termina com a obra!”, analisa Malu.
Nas fotografias sua mão aparece como elemento de elo com outros organismos da natureza. “A mão que segura a pedra nunca mais será a mesma, como a pedra também terá marcas por mais sutis que pareçam“. Em outra obra fotográfica, o dedo balança uma flor pendurada que torna-se mancha; a artista destaca que com esse gesto, tira a flor de sua imagem inerte de contemplação e a impulsiona a revelar o potencial implícito de desenho e possibilidades de arquitetura que a flor carrega dentro de si. A mão  aparece como o elemento que ativa o ser para fora do estado de inércia.
Sua pesquisa com desenhos teve início ainda quando estudava Artes Plásticas na Fundação Álvares Penteado (FAAP), em 2004, e posteriormente se ampliou com a fotografia. “Este tema não tem fim e quero explorar sempre os organismos, porque a arte pra mim é uma opção de vida absolutamente irreversível!”, sentencia a artista, sabedora de que “NO DEVANEIO NENHUMA LINHA É INERTE”..

MALU SADDI. “NO DEVANEIO NENHUMA LINHA É INEERTE”
GALERIA EDUARDO H FERNANDES
rua harmonia, 145 - vila madalena - são paulo
tel: +55 (11) 3812.3894 / 3032.6380
www.galeriaeduardohfernandes.com



 
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