artistas | Newman Schutze, 1960
Vive e trabalha em São Paulo

   

 

 

 

 

 
   

Segue abaixo:

1: Textos dos critícos de arte
2: Curriculo da artista

 

Entre o ser e os outros
 
 A pintura parece ser uma forma diferenciada. Pintores estão para os demais artistas plásticos como a poesia está para a prosa. A pintura se pretende mais próxima da essência da obra de arte, por outro lado, o pintor contemporâneo lida com uma aura de extemporaneidade, como quem escrevesse em língua morta. Isto se dá por duas razões. Em primeiro lugar porque o nosso modo de ver as obras de arte é conseqüência da série de transformações que ocorreram desde o Renascimento até o século vinte, protagonizadas pela pintura. Também porque essas transformações levaram a uma implosão do espaço pictórico.
 No caminho de Jasper Johns, Robert Rauschenberg, Hélio Oiticica e Lygia Clark (cito os brasileiros que rapidamente perceberam o rumo das coisas), pintores trabalharam para justapor objetos do mundo real ao plano da pintura, questionando os limites entre a arte e a realidade. Logo a linguagem pictórica passa a valer também para trabalhos tridimensionais. Pintores transformam-se em artistas da instalação. Uma pátina antiga envolve o desenho e a pincelada. Mas a História está repleta de idas e vindas, retomadas e revisões. De algum modo ainda há lugar para a pintura plana depos do século vinte.
 Newman Schutze surge no momento dessa retomada. Ao longo dos anos 90, o jovem aprendiz que nasceu em Adamantina e cresceu em Marília lança-se profissionalmente com pinturas adquiridas pelo Sesc, exposições em Nova York e na Alemanha. Sua pintura não nasce pronta, faz-se no confronto entre uma vida interior pulsante e o estudo da produção contemporânea, entre o ser e os outros. A trajetória de Newman Schutze equivale ao desafio do artista contemporâneo, sair de um expressionismo ingênuo e tornar-se consciente de si e do seu trabalho. Nisso reside a universalidade da obra, para além da beleza individual dos quadros de Newman Schutze. Mais do que um pintor modernista, um pintor consciente. A consciência de si é o traço distintivo e a principal característica da arte contemporânea. Com a pintura não poderia ser diferente, a não ser que os pintores se pretendessem separados dessa categoria, o que valeria dizer que nenhuma pintura é contemporânea! Newman Schutze desmente essa posição.
 A exposição da Galeria Penteado em Campinas mostra dois momentos desse caminho, os desenhos em nanquim e a pintura a óleo. Existe nas duas formas de pintar uma aparente contradição que se revela como complementaridade. A fluidez das grandes pinceladas em nanquim por um lado e um certo construtivismo de gestos repetidos pelo outro. Mas se olharmos bem para as telas róseo-azuladas compostas por formas paralelas ou quadrados, fica claro que a inexatidão das formas não é circunstancial, mas deliberada. “Cada quadrado é único”, afirma o artista. De fato, sua pintura está mais próxima do lirismo de Paul Klee do que da precisão construtivista. Procure Fogo na Noite (1925) e Polifonia (1932), lá estão importantes referências para a pintura mais recente de Newman Schutze.
  A mística do mestre suíço não está no horizonte do pintor paulista. Mas a tensão entre a forma pura e o sentimento do mundo é muito semelhante. Em Klee, essa tensão é espontânea. Em Newman Schutze, ela é pensada. Klee foi músico e acreditava que sua pintura poderia ser “polifônica”, como a música de Bach, que sobrepõe melodias. Uma melodia não resulta da soma das notas, mas da relação entre elas. O mesmo vale para a escrita e as palavras, a linguagem e os signos. Os lingüistas chamam de “diacriticidade” a relação entre os signos, mais significativa do que os signos isoladamente. A pintura de Newman Schutze, assim como a de Klee, é diacrítica, não minimalista. Seu significado está na capacidade de estabelecer relações por meio de diferenças, não na repetição. 

José Bento Ferreira

Desenhos

A produção recente de Newman Schutze, notadamente de 2003 para cá, sinaliza para um movimento gradual de sensível depuração e despojamento em sua fatura: suas composições tornam-se mais enxutas, despidas dos elementos dramáticos e de recursos compositivos superlativos. A paleta cromática do artista parece ter igualmente acompanhado esse movimento: suas telas passaram a ostentar uma predominância de tons escuros – ocres, marrons, cinzas, negros, abandonando o cromatismo intenso e luminoso que antes apresentava. Os quadros ganham assim uma fisionomia mais austera, quase silenciosa, evidenciando um raciocínio que passa a privilegiar esquemas compositivos à um só tempo mais básicos e ordenados e indicando um interesse pela exploração do suporte agora sobre um enfoque que prioriza aspectos mais essenciais praxes. Essas características sugerem a instauração de um movimento de retração interna e espontânea no trabalho, afirmando em suma, a necessidade de se buscar por um grau de simplicidade de rompesse com eventuais maneirismos e condicionamentos anteriores.

E é desta produção que se originam diretamente os conjuntos de desenhos que Newman ora apresenta, gestados em paralelo a sua pratica pictórica e que, embora dotados de sensível autonomia em relação àquela, ilustram em boa medida este grau de simplificação atingido pelo artista em sua atividade primordial. Trata-se de desenhos a tinta nanquim, desdobramentos por assim dizer mais gráficos de seu trabalho em pintura, produto de ações breves e incisivas, “pinceladas inteiras” de gesto único, continuo e decisivo e onde a cor, quando presente se insinua de modo excitante com se incerta da função que lhe caberia desempenhar nos espaços que ocupa sobre a superfície do papel. Contrapõem-se, deste modo, pela fluidez e brevidade de execução neles entrevistos, ao ritimo mais pausado e ao tempo de maturação exigido pela pintura.

Mas o interesse destes desenhos não se esgotam nos procedimentos que explicitam sua realização, sua força talvez resida, antes, no índice de franca expressividade que deles transparecem, paradoximente reiterado pelo caráter repetitivo das ações geradora do conjunto, e que afinal são únicas. Não se trata de um exercício de gestualidade conduzido por pusões líricas ou catárticas, mas de uma prática afirmativa; esses desenhos não estão a serviço da representação o da transposição deliberada de, digamos, determinado conceito para o mundo da forma. Na verdade, não se mostram em ruídos de quaisquer ambições que não sejam a de se constituírem em índices de sua própria presentação, assinalando um processo de pensamento plástico pautado sobretudo pelo desejo de investigar aspectos internos a uma poética.

Essa produção parece se anunciar – especialmente quando observada a luz de um percurso  marcado pela diversidade de  procedimentos e soluções formais, como é o caso de Newman - como um interlúdio, um momento de suspensão no processo do artista; onde este se permite dar vasão a anseios além daqueles, viabilizados por meio da atividade pictórica, embora mantendo um estreito dialogo com a mesma – até porque dela adivinho.
Outubro de 2005.
Guy Amado


Latitudes

A pintura de Newman Schutze passou por evoluções canônicas antes de chegar ao estágio em que é capaz de dizer mais sobre características extrapictóricas do que sobre a prática auto-referente, prestigiosa em nosso contexto cultural. Hoje, conclui-se que sua preocupação principal é uma experiência direta com a categoria do “contínuo e descontínuo” na obra bidimensional.

A questão pôde ser colocada pelo artista a partir de uma única tela e concretiza-se com toda radicalidade, diferentemente mesmo de como ocorreu na coletiva no Centro Cultural São Paulo, em que parecia mais diluída na serialização e contrastes que por sua reincidência distanciavam-se de uma afirmativa tão categórica.

Nessa simplificação drástica a obra de Schutze processou resíduos de uma figuração simbólica, um gestualismo angustiado diante de um horizonte pictórico mais romântico, enfim, tentativas persistentes por quase 20 anos de trabalho. Por fim, o artista precisou abrir mão até mesmo de suas obras mais convincentes para que a pintura pudesse dialogar com desenhos, a especialidade que respaldasse uma experiência impossível se no discurso já tão saturado por uma banda larga de acertos magistrais.

Acompanhada (e não introduzida) por essa série de desenhos, a tela que expõe é de um poder de síntese fundado em uma única ruptura, um único estancamento dessas pinceladas inteiras que cortam o plano em latitudes flutuantes de intensidade bastante homogênea. È uma impressão tão familiarizada com seu suporte que se realiza “de ponta a ponta” antes de se sujeitar à interpelação do espectador. Os intervalos entre elas são como um resíduo negativo, embora igualmente contínuos e denotativos do suporte sobre o qual se desenvolvem. Logo, mais do que uma tentativa de arranjar os componentes no quadro (interromper ou mudar a cor, vez por outra ou quando a certa “beleza” parecer deixar), de uma deliberação definitiva sobre a necessidade ou validade de assim fazê-lo.

O componente que se manteve, não só para que se possa falar sobre, coexiste na natureza despojada do risco inumerável do grafite sobre papel e na pincelada brutal; nada de esboços nem de desdobramentos. A estranheza e interesse está na descoberta de latitudes nas quais a força resoluta e raramente interrompida equipara-se à espontaneidade e leveza na qual a descontinuidade pode ser apenas uma contingência lúdica.
Rafael Vogt Maia Rosa, 2003



As pinturas recentes de Newman Schutze são marcadas por um processo de depuração. Antes elas eram repletas de elementos, territórios atravessados por manchas e riscos, obtidos através de um processo que combinava adições e subtrações sucessivas, da habitual aplicação de tinha através de pincéis de espessuras variáveis, obtendo de planos orgânicos a traços rápidos, a lavagem da tela pintada com água, processo que produzia nóduas, que dissolvia as bordas dos planos e fazia variar seu comportamento, do transparente ao quase opaco. Era como se o trabalho fosse tomado por uma insatisfação contínua, e como também se em meio a produção o artista preferisse que o acaso, o dado aleatório se insinuasse deixando sua marca. Paulatinamente, como nos mostra essa produção recente o dramatismo foi cedendo espaço a um trabalho mais despojado e afirmativo, seja nas cores aplicadas, mais vivos e contrastantes entre si, como também pela sua aplicação em gestos simples, repetitivos, no geral faixas horizontais realizadas com pincéis largos. Aqui e ali as faixas empilhadas são atravessadas por faixas verticais, como se fosse necessário compensar a inérica do movimento, opondo-o a um outro de direção diversa. Várias são as telas em que parece ter acontecido o esboço de uma trama, um trespassamento dessas faixas. Mas essa solução é rapidamente superada deixando claro o predomínio do movimento expansivo horizontal; da preferência pela ocupação da tela por intermédio da construção dos planos horizontais, como pedaços de paisagem montados uns sobre os outros e que terminam por murar a visão.

O problema do gesto é uma questão que há muito vem sendo considerado dentro da tradição artística brasileira. O grande pintor mineiro, Alberto da Veiga Guinard, ensinava sobre a importância do uso grafite duro, porque o sulco que ele abria na superfície do papel não dava margem a arrependimento. Schutze junta o dado cromático a esse problema. A cor vale-se do ritimo constante das pinceladas para melhor fazer sentir a natureza expansiva dos tons claros, por exemplo, dos vermelhos e amarelos combinados entre si, à retração dos azuis e da família de tons sombrios. O artista vai alternando essas possibilidades, como se sopesasse cada efeito obtido. É a pressão variável da mão que empunha o pincel mais ou menos carregado de tinta, que faz com que a faixa luminosa distendida sobre o quadrilátero da tela seja opaca, ostensiva, ou paulatinamente se vá dilacerando, abrindo fissuras, deixando ver a luz que corre por baixo, subterrânea, luz fabricada por uma pincelada interior. Por vezes o gesto é enfático e uniforme, com a faixa atravessando de ponta a ponta o campo da tela. Mas logo ao lado o gesto, ou não é tão decidido, ou simplesmente a tinta está mais diluída, propondo em lugar de um muro espesso, intransponível, que os olhos avancem na profundidade de uma atmosfera colorida.
Agnaldo Farias, 2002



Newman e os desafios do desenho

Instalações, performances, intervenções urbanas, multimédia, os novos modos expressivos no campo das artes visuais, colocaram em questão e certamente sob pressão, com certeza num permanente estresse, as formas tradicionais da atividade artística : a pintura, o desenho, a gravura, a escultura, os objetos construidos.

É como se o surgimento dessas novas modalidades artísticas conduzindo a um processo de expanção do pensamento visual, obrigassem as formas tradicionais a um deslocamento na sua ação, sendo o principal a crise instalada nos discursos simbólicos
substituidos em parte por produções de natureza indicial.

A segunda metade dos anos 60 do século passado gerou a maior parte das mudanças estruturais que as artes plásticas conheceram a partir do surgimento da forma simbólica por excelência,a perspectiva; da maneira mais geral possível pode-se dizer que foi a introdução da relação espaço/tempo a principal responsável pelos desafios que as formas canônicas de arte encontraram desde então: um deslocamento daquilo que se estendia pelo espaço virtual, de representação, para uma ocupação física do espaço real. O que implica numa nova relação da arte com seu público espectador, agora “participador” na feliz expressão de Helio Oiticica.

O trabalho de Newman se inscreve dentro das formas tradicionais da pintura e do desenho e o quê se apresenta nesta exposição é sua resposta a esse desafio, colocado no caso ao desenho. Seu trabalho se envolve com a questão básica da representação: colocar algo no lugar de alguma coisa apenas figurada, uma montanha, uma maçã, o desenho como significante de uma ausência, o desenho como fantasma.

Um desenho que não representa, uma parede ocupada em toda sua extensão por uma grande mancha de nanquim, feita em apenas um gesto, com a utilização de um instrumento insólito; um grande rodo que marca sua trajetória horizontal  na altura do artista, uma espécie de dança que ocupa toda a extenção das paredes que definem o espaço; um movimento repetido, em que a repetição mostra toda a sua diferença, indícios da ocupação espacial/ temporal do todo, pelo corpo do artísta.

“ O quê faço é música” essa frase de Oiticica sintetiza os dilemas que a arte contemporânea encontra e que Newman tão bem resolveu em seu trabalho recente, nesta mostra.
Carlos Alberto Fajardo - artista plástico e professor doutor da Universidade de São Paulo



Curriculo

Formação

Estágio na Faculdade de Belas Artes de São Paulo - 1979.


Atividades Didáticas

1996       1001 Olhares - SESC  Pompéia - S.P.,  S.P.
1992       Oficina Cultural da Água Fria “Jacob  Schick” S/P.
               Oficina Experimental Espaço Cultural Sonilton Alves, Porto Alegre - RS
1991       Oficina Experimental - Espaço Cultural Yázigi - Marília/SP e Vitória/ES
1990       Oficina Cultural Regional - Secretaria da Cultura de Bauru e Marília/SP
               Oficina Experimental - Espaço Cultural Yázigi - São Paulo/SP
1989-91  Professor Contratado - Secretaria de Estado da Cultura -
                Paço das Artes - São Paulo/SP.

Exposições

2007       Galerie Sycomore - Paris- França
               SP Arte - Galeria Eduardo H Fernandes - SP
2006       10ª Bienal de Santos - Santos - SP
               SP Arte - Galeria Almacen-SP
2005       Salão Nacional de Arte de Goiás - Goiânia
               SP Arte - Arte 57 - SP
2004       3ª Bienal de Arte e Cultura - Jaboticabal-SP
               Salão de Arte do Pará - Fundação Rômulo Maiorana - PA
               Uma Viagem de 450 anos - SESC - São Paulo
               Museu de Arte de Ribeirão Preto - SP
2003       28º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional - Contemporâneo
               Programa de Exposições Centro Cultural
               de São Paulo- SP                                     
2002       Arte do Brasil-Naturkundemuseum - Treuchtlingen - Alemanha
               Galerie Kunst – Bad Neustadt - Alemanha 
               Galeria Arauco - Nurnberg- Alemanha  
1998       Workshop - Brasil - Alemanha - Secretaria de Intercâmbio Cultural /
               MINC, DEUTSCH - Brasilianische Kulturelle Vereinigung.  
               Exposição Contrapartida II Berlim - Alemanha.
1996       Galeria Arauco - Nurnberg - Alemanha. 
               Galeria Siemens Erlangen - Nurnberg - Alemanha.
               Vôo na Imagem- Escritório de Arte/
               Studio Renato Magalhães Gouveia, S.P.,Brasil. 
               Salão Brasileiro de Arte(MOA)- São Paulo-S.P.
 1995      Galeria Ibero - Americana - Berlin - Alemanha.
               Malerei , Music & Literatur in Brasilien - Siemensvilla - Berlin - Alemanha.    
               Galerie Bellevue - Berlin - Alemanha.
               Exposição - Alquimias do tempo e da memória :
               Galeria Kunst Hofele - Stuttgart - Alemanha. 
               Galeria Casa do  Brasil - Madri - Espanha.
               II Prêmio Gunther de Pintura - MAC - S.P.
1994       Imagem e Sedução - Museu de Arte Moderna da Bahia - Salvador - BA.
               Imagem e Sedução - Museu de Arte Contemporânea da USP - S.P.
               Fin de Siècle - Escritório de Arte Renato Magalhães Gouveia - S. P.
1993       Latelnamerika in  Deutschland - Colônia - Alemanha
1992       Mulher - Dia Internacional - Espaço Cultural Yázigi - Vitória - E.S.
               Escritório de Artes Renato Magalhães Gouveia - São Paulo.
               Década 90 - Oficina do Efêmero - Espaço Cultural Sonilton Alves -
               Porto Alegre - R.S.
               Salão de Arte - Jundiaí 92 - Jundiaí - S.P.
               Exposição - América :Caminhos de um Tempo Perdido - SESC Pompéia - S.P.
               Sala Histórica - Artistas Contemporâneos - Yázigi : Morumbi Shopping - S.P.
               Sétimo Salão Brasileiro de Arte Mokiti Okada ( M.O.A.) - S.P.
1991       Jovens Artistas Contemporâneos - Espaço  Yázigi - Marília -  S/P,
               Vitória E/S/, Gramado R/S, e São Paulo, S/P.
               Arte em São Paulo - Espaço Cultural Yázigi - Edição Nacional -
               Minesotta - E.U.A.
1990       VIII Salão de Arte Contemporânea - S.P.
1989       XIV Salão de Arte de Ribeirão Preto - S.P.
1988       Projeto Via Duto Via Mac - Museu de Arte Contemporânea da USP - S.P.
1987       VI Salão de Artes Plásticas de Marília S/P.
               Galeria Casper Líbero - São Paulo.
               Galeria Marinho - Fortaleza - CE.
               Circuito Aberto de Ateliês - Evento paralelo à XIX Bienal Internacional
               de São Paulo.
               “Por quê não cantar fora?”- Intervenção Urbana - XIX Bienal Internacional 
               de São Paulo.
               XII Salão de Arte de Ribeirão Preto S.P.
               XLIV Salão Paranaense - Curitiba - PR.
1986       IV Salão Paulista de Arte Contemporânea - São Paulo.
               XIX Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - S.P.
               XVIII Salão Nacional de Arte - Belo Horizonte - M.G.
1985       VI Salão  de Artes Plásticas da Noroeste - Penápolis - SP
               VII Salão de Artes Plásticas de  Presidente Prudente -  S.P.
               V Salão de Arte Contemporânea de  Artes Plásticas de Marília - S.P.
               IV Salão de Arte Contemporânea de S. J. do Rio Preto .
1984       IV Salão  de Artes Plásticas de Presidente Prudente - S.P.
1983       IV Salão de Artes Plásticas de Marília - S.P.
               IV Salão de Artes Plásticas de Assis - S.P.
1982       V Salão de Artes Plásticas da Noroeste - Penápolis - S.P.
               III Salão de Artes Plásticas de Marília - S.P.
               V Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente - S.P.
1980       IV Salão de Artes Plásticas da Noroeste - Penápolis - S. P.                    


Exposições Individuais

2005       Galeria Eduardo HFernandes- São Paulo-SP
               Museu Victor Meireles – Florianópolis- SC
2004       Galeria Acervo- Casa da América Latina( Unb) – Brasília - DF
               Museu de Arte de Ribeirão Preto-SP 
               Museu de Arte Contemporânea do Paraná- Curutiba-PR 
2003       Galeria  Schulgasse- Eibelstadt- Würzburg - Alemanha
2003       Programa de Exposições – Centro Cultural São Paulo - SP
2002       Galeria Art at Format – New York -  USA
2001       Galeria Art at Format _New York - USA 
2000       Galeria ARAUCO - Nuremberg- Alemanha
1999       Museu de Arte Moderna da Bahia- Salvador-BA
1997       Programa  Metrópolis - TV Cultura
1996       Galeria  SESC Paulista- São Paulo.S.P.      
1992       Itaú Galeria - Vitória E/S.
               Berlitz Galeria - São Paulo.
1991       Arqueoníricos - Arte na Nove de Julho - Espaço Cultural Yázigi - São Paulo.
1987       Galeria Tema Arte Contemporânea - São Paulo.
1986       Centro Cultural São Paulo - S.P.

Prêmios             

1996       Salão Brasileiro de Arte- MOA - prêmio de viagem a New York.
1995       II Prêmio Gunther de pintura - Menção Honrosa.
1992       Salão de Arte de Jundiaí - Prêmio Remunerado.
               Sétimo Salão  Brasileiro de Arte Mokiti Okada - Referência especial do Júri.
1987       VI Salão de Artes Plásticas de Marília - Prêmio Aquisição.
1985       V Salão de Arte Contemporânea de Marília, S.P. - Prêmio Aquisição.
               IV Salão de Arte Contemporânea de S. J. do Rio Prêto - Medalha de Prata.
1983       IV Salão de Artes  Plásticas de Assis , S.P. - Menção Honrosa Especial.
1982       III Salão de Artes Plásticas de Marília , S.P. - Troféu Eduardo M. da Silva.   
         

Acervos

               Museu  Victor |Meireles – Forianópolis-SC
               Museu de Arte Primitiva - Assis - S.P.           
               Museu de Arte de Brasília, D.F.
               Galeria Estadual de Marília , S.P.
               Museu de Arte Contemporânea da Bahia - Salvador.
               Serviço Social do Comércio - SESC. São Paulo.S.P.  
               Televisão Cultura

 
Referências Bibliográficas

                Radha Abramo
                Ana Mae Barbosa
                Ilza Kawall Leal Ferreira
                Lisbeth Rebollo Gonçalves
                Elvira Vernaschi
                Lúcia Py
                Paulo Klein
                Alberto Beuttenmüller
                Marcos Moraes
                Carlos Alberto Fajardo
                Agnaldo Farias
                Rafael Vogt Maia Rosa
                Guy Amado



 
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